20 de dezembro de 2004

Que falta de lucidez!!

Só hoje é que tive a oportunidade de ver as noticias dos torneios das W7´sSeries. Espanto meu quando se lê o triste fado português... mas está tudo louco ou não fazem puto ideia da realidade do Rugby mundial.

Coitadinhos de nós, não fomos capazes de ganhar às Fiji (10-19); a vitória na Bowl lendo nos jornais parece que é uma miséria... querem o quê?? Nenhuma, absolutamente nenhuma das equipas (exceptuando para aí o Golfo não sei que) é amadora ( a porcaria da Tunisia esteve, só, 2 meses a estagiar nas Fiji onde jogaram por volta de 54 jogos de 7´s antes de virem para o circuito, o Staff técnico de apoio das mesmas supera o nosso em termos de números (equipas de topo como a AS e NZ andam com 5: treinador, manager, fisio, massagista, geek informático), os jogadores participantes não fazem mais nada na vida a não ser jogar Rugby, os poucos que não são profissionais são bem recompensados pela própria federação, reconhecidos no trabalho(leia-se empregador), têm condições!!

Acordem para a vida!

No 1º torneio queriam o quê? Ganhar a um dos grandes é uma tarefa hercúlea que com toda a decisão e gosto a queremos superar, mas sejamos reais... ganhámos a Bowl, teoricamente a melhor taça que podiamos ter ganho nesse torneio, e, para miséria de Rugby português, lá conseguimos...

No 2º torneio, dou a mão à palmatória, podiamos ter feito melhor... sem dúvida. Apesar da saturação e das preocupações quem ficam por resolver no nosso querido e adorado País, não vou inventar desculpas. Deviamos ter feito melhor.

A próxima vez que escreverem sobre nós, investiguem um bocadinho a envolvência que anda à nossa volta e a que anda à volta dos nossos adversários... a internet faz maravilhas.

8 de setembro de 2004

Entrega

Há momentos que nem o tempo nem a distância apagam, ficam conosco para o bem e para o mal. Utilizamos essas memórias, quando menos esperamos e quando mais queremos. Sabe bem...

É nesta entrega que se define o que realmente queremos na vida. Geralmente estamos constantemente a representar papéis perante outros e para nós, mas quando nos entregamos de corpo e alma a determinadas situações, obectivos e pessoas... aí não representamos, somos nós no mais puro sentido do eu... acredito que quando isso acontece, somos realmente bons no que fazemos (bom... pelo menos puros), porque o fazemos com gozo, com divertimento, a ambição de fazer ainda mais e melhor é uma sucessão natural das nossas acções, por vezes não compativeis com as nossas capacidades ou com outros. Mas o quê que isso interessa, quando nessas alturas sentimo-nos felizes e contentes como ó caraças?... As consequências logo se vêm... à que aproveitar o momento (carpe diem!)

Agora se pegarmos nisto e transportar-mos para o Rugby. Sabem? Aquele Desporto que nós fazemos, assim um pouco bruto... dizem!
Todos os momentos de superação tornam-se a delícia da nossa exprimentação. É aqui que a dor passa ao lado, é aqui que somos poderosos, é aqui que somos imbatíveis, é aqui que nos sentimos imortais... o tempo pára. Nada mais existe a não seres tu e os teus companheiros na procura de um objectivo comum, mas tu nem te aprecebes que esse objectivo está la, porque nesse momento tu não estás neste mundo, estás noutro, onde o gozo é tão grande que não queres sair de lá... até que se ouve um apito tocar 3 vezes...

acorda...! tchau mundo etéreo, olá realidade.

7 de setembro de 2004

Problema grave do Rugby Português. Maul - atacante e defensivo.

Este vem um pouco desenquadrado... mas estava aqui guardado como: draft, agora publico-o.

Vou pensar nisto e já escrevo qualquer coisa... só uma observação.

Reparo que a tendência geral é fazer força que nem uns animais, a levar tudo à frente!! Aguenta-los todos juntos para não conseguirem avançar!! Mas...?? Quem somos nós para pensarmos que somos uns animais?... Parece-me pouco inteligente.

Já disse alguém e muitos mais re-disseram, incluso eu, que o cérbero é o músculo mais forte do jogador de Rugby... vou trabalha-lo...

5 de setembro de 2004

De Regresso

Por vezes sinto a idade a chegar...

Ainda tantos sentimentos a exprimentar
Expriências para jogar
Amor a partilhar
"Mocadas" para dar

23 de julho de 2004

Sofrimento!

Vão desculpar-me mas esta palavra que agora está na mó de cima, não me agrada nada... mais, soa mal e só dá azo a pensamentos tristes... não gosto nada.

Eu não ando aqui para sofrer!! Eu ando aqui para me divertir... que é necessário treinar horas a fio e puxar pelo corpo até aos limites, para se poder alcançar resultados extraordinários, já todos sabemos. Mas é exactamente aí que está o gozo!!

O que é que sabe melhor? Obter uma coisa que queremos sem esforço ou com esforço? Bom... não sei responder... há coisas e coisas... umas que sabem melhor de uma maneira outras de outra... esta questão não nos leva nada! Recapitulando...

Ah! Gozo! Fazendo lá o que quiserem fazer... o que nos permite tirar maior partido do tempo em que estamos ocupados, é a fazê-lo bem, a aproveitar cada momento, cada segundo daquilo que temos nas mãos, entregando-nos ao "tema" (se eu ao menos consegui-se transportar isto para os estudos!!... Era um barra, nota 20!... Mas bom, estamos a falar de gozo.)

Voltando ao Rugby... todo aquele dito "sofrimento", premite-nos tirar maior partido dos escassos momentos que temos na vida, (quando entramos naquele rectângulo onde uns quantos tontos andam loucos com uma coisa oval... e nós somos um deles(!)), de expressarmos com o corpo aquilo que não se consegue dizer por palavras. Dizem que esta definido técnicamente como preformance...

Performance, ou é boa ou é má... nós tentamos desempenhar sempre a nossa melhor performance num dado momento e para tal "sacrificamo-nos" ( lharghh - não gosto mesmo)

Já sei!! Encontrei uma palavra substituto que soa muito melhor e julgo que dá mais vontade de trabalhar, dá mais vontade de alcançar, dá mais vontade de passar pelas dores, dá mais vontade de aprefeiçoar, dá mais vontade de confrontar, dá mais vontade de romper os limites...

SUPERAÇÃO

16 de junho de 2004

Barbarians

Antes de tudo premitam-me que agradeça aqueles que tornaram possivel retornar a jogar depois de 7 anos parado e aos demais que contribuiram para ser possivel ter jogado este jogo.

Julgo que foi (se para alguns não o foi, devia ter sido)o jogo mais importante dos cem anos de existência do Rugby Português. Nunca na vida se poderia imaginar que defrontariamos um grupo de atletas da elite do Rugby Mundial, com sucedeu no último dia 10 de Junho e possivelmente nem tão cedo voltaremos a ter a mesma possibilidade.

Agradecimentos feitos, passemos à realidade. Quem não acredita que, passando pela exposição de 4 a 6 jogos de um nível deste calibre, o resultado do jogo teria sido o inverso? Eu tenho poucas dúvidas... se já com este jogo fiquei com a sensação que poderiamos ter ganho!

O que se torna necessário fazer? Encontrar formas de jogar mais vezes a este nível.

Pelo que vejo, não será através das entidades internacionais do rugby que vamos conseguir os apoios necessários para esse desenvolvimento, com o Estado que temos muito menos, não existe em Portugal nenhum Abramovich, resta-nos encarar o nosso desporto de uma forma comercial e entrar na concorrência dos espetáculos desportivos.
Já temos mais do que 1 "NBA", já temos variante de Praia, já temos um "circuito de F1", campeonatos da Europa - nem falar!... querem mais para publicitar a modalidade!!!

Apesar da falta de números o que mais faz falta é andar nesses espetáculos, ou, criar os nossos espetáculos.
Como, não linearmente, uma coisa puxa a outra e as necessidades e obrigações é quem nos faz andar. Lanço mais umas ideias...

* Campeonato Ibérico de Províncias, à semelhança do NPC da NZ.
* Participação nas Competições Europeias à semelhança do Munster e Ulster da Irlanda
* Taça Norte-Atlântico à semelhança da Super-Powers Cup (Portugal, EUA, Canadá, Irlanda(ou outro)

Bem sei que falar é fácil, mas é preciso fazer.

É necessário que os clubes portugueses actuem no mesmo sentido de modo a todos ganharmos a médio/ longo prazo

É necessário que as federações de Portugal e Espanha aprecebam-se que necessitam de criar urgentemente dinâmicas conjuntas de desenvolvimento, caso contrário correram o risco de se tornarem um resto pendurado da Europa.
Contribuição para o estupidamento...

Pois é! Também tenho direito de falar de Futebol, o nosso desporto Rei que nos faz pensar que somos os maiores e esquecer de tudo e no fim ainda vamos ser enganados porque eles não vão ganhar coisa nenhuma... vamos ver.

Vão desculpar mas vou puxar a brasa à sardinha, até estamos na época delas, e fazer umas comparaçõezitas aqui com o nosso Rugby.

É claro que ficamos por cima, embora não se desdenhe as mais valias que o Futebol pode trazer para o Rugby, nomeadamente nos aspectos de exploração de imagem, marketings, capacidade mobilizadora de adeptos, etc... no fundo, temas organizacionais onde convenhamos, a nossa modalidade ainda é muito tenrinha. Pelo menos cá em Portugal.

Seguindo... falando de jogos, por exemplo... não foi Portugal que perdeu o jogo foi a Grécia que o ganhou. Finalmente vi em jogadores de futebol aquilo que é comum em jogadores de Rugby decentes... total disponibilidade fisica e psicológica para constantemente contrariar o adversário. Apreceberam-se de quantos gregos defendiam 1 português? 1/3. o quê? Exactamente. Portugal não ganha o jogo porque se deparou com uma equipa em que cada jogador, estava disposto a defender 1 e 2 e 3 jogadores e passes portugueses.
Já agora contribuindo um pouco na teoria da conspiração. Quem organiza os JO 2004? Pois é...

Depois tivemos a França, que por sorte ou não, dizem que a sorte procura-se, lutou até ao fim do jogo à procura da vitória... o que faz qualquer equipa de Rugby competitiva? Exacto, coisas destas já estamos nós habituados.
Não sei se já aconteceram situações semelhantes neste Campeonato, mas estejam atentos, eu apostaria que ainda vai acontecer 2 ou 3 jogos com as mesmas caracteristicas.

5 de junho de 2004

Taça de Portugal

Esta ideia não é minha, mas parece-me que merece ser exposta. Não cito o nome da pessoa que me transmitiu, porque não tenho a sua autorização para tal. No entanto julgo que não se importará que exponha a sua ideia.

Assim:

* A realização da Taça no inicio da época ao invés de no fim.
* Inicio da Taça no 1º fim de semana de Setembro
* A criação de ranking em linha em número de 4, estabelecidos pela classificação do campeonato nacional transacto.
* Sorteio de competição entre linhas opostas, ou seja: entre a 1ª e a última, a 2ª e a penúltima, etc.

Vantagens:

* Terminus da época de XV mais cedo, o que proporciona disponibilidade de datas para gestão do C.Nacional e tempo para: trabalhos da selecção, Rugby de 7's, estudos para exames, preparação da época seguinte,...
* Disponibilidade de todos os jogadores para a competição (Selecções paradas)
* Servir como preparação de dificuldade crescente para o C.Nacional da I e II Divisão ("jogos treino")
* Garantia de jogos bastante competitivos a partir dos 1/4 de final

Desvantagens:

*
Eventual choque de interesses por parte dos clubes mais fracos("3ª Divisão"), por à partida ser muito complicado passar a 1ª eliminatória

26 de maio de 2004

Ídolos

Eu acredito que os ídolos existem para se alcançarem, quando nos deparamos frente a eles, passam a ser iguais.

Logo, se se tratar de um adversário é para abater. Se se tratar de um companheiro de equipa ou é para lhe tirar o lugar, ou para colaborar com ele, tratá-lo como um igual.

Parece-me que é o único modo de se ter a força psicológica para defrontar qualquer adversário que se nos depare.

Ou seja, a partir do momento que se tem a oportunidade de defrontar o jogador "ídolo" é a oportunidade de demostrar que se tem capacidades para combater-lo, sem qualquer tipo de receios ou menoridade...

Julgo que deve ser um pouco de "kill your idol" que controvessamente numa t-shirt um vocalista de uma banda de rock à uns anos atrás usou a dita frase com a cara de Jesus.
A única questão em que ele falhava, era o facto de se igualar com quem não podia.

Mas nós somos humanos que jogamos contra outros humanos, logo...

12 de maio de 2004

Comentários...

Peço desculpa a quem comentou, mas mudei a imagem e perdi tudo... ando aqui à volta disto outra vez para ver se consigo arranjar outra vez links de comentários...

3 de maio de 2004

Outra vez a arbitragem...

Dá vontade de bater no ceguinho... mas o problema é que ele merece.

Não tenho analisado as arbitragens, tenho vivênciado.. e eu que sou um acérrimo defensor da classe, infelizmente, vejo-me obrigado a começar a dar razão aos que falavam e falam mal dos árbitros.

Continuo a não estar de acordo com os anteriores, mas em algumas observações tenho que ceder... é que quando se é mal ajuizado, por mais calmo que uma pessoa seja, existem situações óbvias que exasperam um individuo. Adiante...

Como o Desporto é um reflexo da Sociedade, justifica-se o facto da nossa arbitragem e conselho discplinar serem muito semelhantes ao sistema de justiça português... brando, lento, ... , em suma, desadaptado à realidade e a favorecer os que mais desrespeitam as Leis.

Defendem-se: "Somos poucos e não temos condições para fiscalizar correctamente os jogos"

Ideia: Se não se conseguem árbitros, vamos criar um sistema de video árbitro, para actuar, por ex., no que respeita à violência. Utópico!!!

Nada!! Antes pelo contrário, bastante simples... mais, sem encargos para a FPR.

OS Clubes de 1º nível já têm um 'departamento' de registro de jogos (gravação de jogos), para fazerem as suas análises e estudos da equipa e dos adversários, pois bem... basta apenas e só, a FPR acreditar no máximo de dois individuos por Clube, de 'registrador de video oficial'(arranjem-lhe outro nome se quiserem).

Estes videos, serviriam como prova para os clubes apresentarem requerimento ao conselho disciplinar, em actos de violência que considerem que devam ser punidos ao abrigo do respectivo regulamento.

23 de abril de 2004

Descentralização

Convenhemos. Somos uma modalidade de poucos para poucos: poucos Clubes, poucos jogadores, poucos treinadores, poucos árbitros, poucos dirigentes, poucas Cidades/ Vilas, pouca representatividade, pouco visionamento, etc. etc. etc.
Como tal, julgo que a única forma de nos validarmos como modalidade desportiva é expandirmos, aumentarmos os números.

Assim, julgo que o caminho a ser precorrido para o crescimento da modalidade passa pelo título que dei a este post.

Não se julgue que estou para aqui a cantar à regionalização, porque: os de Lisboa são o centro do mundo Rugbystico português (até parceria que não jogo nessa "região")... e assim não é possivel crescermos... e que parece que nós de Lisboa só queremos jogar entre nós, etc... balelas!! (os obtusos dirão que assim é que é bom - "Que chatice. Viagens que nos tiram o fim de semana todo!". Falta ainda as gentes do Rugby português entender que isto é uma forma de vida e não uma coisa que se faz na vida, mas bom...)

Acredito que a descentralização do Rugby Português passa por um crescimento em espiral dos centros nevrálgicos da modalidade: Porto, Coimbra, Lisboa, Évora, Loulé.

Não se compreende que a cidade do Porto só tenha 1 Clube e que a região do Norte e os seus respectivos Clubes não cimentem as suas Escolas.
Também não se comprende a não criação de eixos do Rugby de: Porto - Arcos de Valdevez, Porto - Vila Real, Porto - Aveiro, Porto - Braga(? - criação de clube)

Com Coimbra urge a expansão a Vilas próximas à semelhança do que sucede com a rivalidade com a Lousã.
Criar eixos: Coimbra - Lousã, Coimbra - Bairrada, Coimbra - Leiria(? - criação de clube)

Em Lisboa a expansão em "mancha" a Norte e à Margem Sul já deveria ter acontecido há 5 anos atrás.
Deve criar-se os eixos Lisboa - Caldas da Rainha, Lisboa - Santarém, Lisboa - Setúbal e consolidar o eixo Lisboa - Cascais
Devem também criar-se o eixo radial: Cascais - Caldas da Rainha - Santarém - Montemor - Setúbal

Évora tem uma situação semelhante à de Coimbra. Logo, julgo que a mesma estratégia aplica-se.
Os Eixos seriam Évora - Montemor, Évora - Elvas, Évora - Beja(? - criação de clube), Évora - Portalegre(? - criação de clube)

Quanto a Loulé, parece-me que "deter" Faro é essencial. E, para já, criar o eixo Vilamoura - Loulé - Faro(? - criação de clube). Procurando mais tarde uma expansão em linha a Este até Vila Real de Sto. António, a Oeste até Lagos passando por Portimão.

Julgo, que se esta ideia se concretizar, então poderemos começar a pensar que realmente temos uma modalidade representativa do País e então iniciar uma 2ª expansão que nos permita entrar pelo território nacional dentro.

Obviamente que para a efectuação deta ideia é necessário delinear estratégias e criar objectivos, bem como, modo de procedimento, formação de técnicos, etc. . No fundo elaborar um projecto que passaria pela alta responsabilidade da FPR a quem delegaria funções operacionais às suas Associações.
nota: seria necessário criar associações ou comissões do Alentejo e do Algarve ou Alentejo/ Algarve.

Questão:
Será isto, sonhar?... Mas também! quem acreditava que seriamos Campeões Europeus de Rugby Amador?

aahhh... desafios!! que gozo... quem manda, já não sente aquilo que vos levava para dentro de campo?

19 de abril de 2004

Jogadores: Estrangeiros e Portugueses

Julgo que as pessoas estão enganadas em relação aos estrangeiros que pululam no nosso universo rugbystico... a maior parte deles não fazem diferença dentro de campo, dão consistência e pouco mais que isso.

O erro está na avaliação dos jogadores portugueses... já não somos o que éramos e já não é um estrangeiro qualquer que faz diferença em Portugal. Nós evoluimos, é um facto comprovado pelos resultados internacionais, alcançados quer por selecção quer por clubes.

O valor destes estrangeiros poderá também não ter o mesmo dos anteriores, convenhemos que em verdade já passaram pelo Rugby português, jogadores que posteriormente representaram e ainda representam organizações como...: Clubes profissionais italianos, competição NPC (Nova Zelândia), Província de Bolland (Afr. Sul), Munster (Irl), Western Stormers(Afr. Sul), Selecção Nacional de 7's da Austrália (em HK7's), Selecção Nacional de 7´s da Fiji (capitão nas Comonwealth Games), Selecção Nacional África do Sul (Campeã do Mundo)...

Dito isto, qualquer estranjeiro que vier, para fazer diferença, tem que ser mesmo bom.

Interrogo-me. O que se dá a um jogador estranjeiro e a um jogador português, para a prática da modalidade?? A diferença é clara, como tal o 1º tem a obrigatoriedade de fazer diferença.
Parece-me no entanto que a culpa não é só destes, é também da classe dirigente que contrata um atleta sem lhe oferecer condições de trabalho e sem obrigá-lo a treinar, segundo um plano de treinos adequado a um profissional.

Com isto, coloco a questão:
E se esse dinheiro investido num estranjeiro for aplicado em condições de treino, material de apoio, equipa técnica especializada, etc. em prol dos jogadores portugueses?...

Quanto custa um estrangeiro? Digo eu, por volta dos +/- 1.000 eur mensais(?), fazendo contas a: viagem, casa, contas da casa, ordenado, alimentação, gasolina, outros... pronto! Que sejam 750 eur * 8 meses = 6.000 eur * 2/ 3 estranjeiros = 12.000/ 18.000 eur - época. DEUS DO CÉU!!!

Julgo que se deve repensar em quem e como se aplica o dinheiro... se for em nós, portugueses, os bons resultados a curto prazo serão um dúvida; mas a longo prazo, serão sem dúvida, enormemente positivos.

Esta é a minha crença no jogador português e na capacidade de desenvolvimento desportivo da nossa modalidade.

14 de abril de 2004

Arbitragem

Não venho para aqui falar mal dos árbitros, porque em parte se eles não vão ao encontro das pretensões dos jogadores é porque os Clubes, também não participam no diálogo com esta classe e muito menos trabalham para encontrar indíviduos com boas capacidades para exercerem essa função, tão escassa em Portugal.
Como prova, recordo a convocatória que o CA fez a todos os Clubes a participarem numa acção conjunta à uns tempos atrás e na qual só participou a Agronomia.
Outra prova, é também, o facto de a maioria dos árbitros portugueses serem originários de um só Clube.

Assim cabe aos ditos existentes árbitros tentarem desenvolver-se por auto-recreação. Como tal, passo a enumerar pequenos pontos que julgo contribuirem para a melhor prestação dos mesmos (Atenção, não pretendo ensinar o Terço ao Vigário, aliás alguns promenores foram-me ensinados por actuais Árbitros. Pretendo apenas contribuir para a melhoria do Rugby em geral):

1. O Apito - A diferença de tom, ajuda e muito a um jogador apreceber-se, que tipo de infracção se cometeu: longo - falta, curto - erro/ paragem. Outro aspecto, já repararam que alguns árbitros internacionais apitam alto-baixo-alto, qual é a razão? Julgo que é uma combinação de sons bem mais audível e que prende logo o jogador. É uma coisa a ser exprimentada e analisada.

2. A Sinalética - Um Árbitro não está no meio do jogo a 'brincar' sozinho!! Todas as decisões que toma influênciam o jogo (já repararam... quem toma mais decisões num jogo?? Pois é). Se assim acontece, obviamente todos(jogadores, treinadores, espectadores) querem saber porque raio de razão, o homem apitou outra vez. Isto implica que a sinalética secundária seja clara, evidente e confiante sem ser autoritária.

3. A Razão - Sempre que um árbitro toma uma decisão este deve explicar a razão e não dizer que "é assim porque eu entendo que seja", obviamente não é para estar ali num discurso interminável, para isso se criou a sinalética secundária.

4. A Honestidade - Entrar no jogo de compensações é o principio do fim de um árbitro, todos topam. A única coisa que fazem é contribuir para o vosso descrédito (já ouvirem dizer, "epá coitado, ele nem rouba! o problema é que não sabe nada disto. Coitado!" - devo vos dizer que é comum ouvir estas palavras entre jogadores, treinadores e dirigentes).

5. A Violência - Lá porque vocês acham que aquele tipo até merece levar uma 'pêra', porque está a estragar o jogo. Vocês não são jogadores, foram! Agora são árbitros... a solução é simples, "porque que aquele tipo levou uma 'pêra'?", "estava onde não devia ou o agressor é um anormal?".
No 2º caso a solução é simples = encarnado.
No 1º caso a solução é prevenir que o 1º infractor vá ali parar. Como? Prevenção oral, se não resultar = amarelo por falta profissional. De todos os modos deve-se ademoestar o agressor.

6. O Pisar - Meus Senhores!... Ruck é Ruck! Quem está lá não estivesse! É isso que básicamente diz a Lei.
Cabeças fora nada... asseguro-vos, a confusão do jogo no chão acaba num ápice. Vejam os jogos da Parker Pen Shield.

Este é o meu ponto de vista como jogador e treinador.

12 de abril de 2004

DOR

Esta é uma sensação constante da vida de um jogador de Rugby que se preze, pelo menos a maior parte do tempo...

Aqueles que não conseguirem viver e lidar com ela estão a meio caminho de não conseguirem superar-se e como tal não serem capazes de serem jogadores realizados.

Aqueles que constantemente se limitam por 'dorzinhas', à partida estão a claudicar a possibilidade de serem realmente bons jogadores.

A dor, é, ossos do ofício.

7 de abril de 2004

Visita ao 1º Ministro

Pois é, hoje lá vamos nós ser recebidos pelo Sr. Dr. Durão Barroso... será que saem daqui consequências benéficas???...

De todos os modos vou dar umas ideiazitas sobre o que poderia/ deveria ser alterado a nível da legislação para se obter melhor rendimento dos desportistas portugueses... são ideias que não me parecem descabidas (ah! não vou falar de artigo xº, n. y - nem sei do tema para poder falar deles)

Assim:

1º - Tornar a Lei do Mecenato realmente atractiva. Como está, nenhuma empresa tira reais benificios nas modalidades que não têm exposição mediática, ou seja, não vale a pena por dinheiro num Desporto que não tem retorno publicitário... assim! Anda-se no ram ram, à custa de uns tipos simpáticos que lá dão uns trocos para a manutenção da actividade dos Clubes, mas que claramente é escasso para se pensar em projectos de desenvolvimento desportivo.

2º - Visto que em Portugal uma empresa ter um jogador seleccionado é mais uma chatice do que um motivo de orgulho (imagem da cultura desportiva do País). Há que tornar este individuo uma mais valia para a companhia. Como??
As empresas que cedam estes empregados deverão ter uma compensação financeira pelo que este pode produzir quando ausente do seu trabalho - ninguém emprega um tipo para lhe pagar um salário sem tirar da função dele, algum lucro - num relação, por exemplo, de 30% do ordenado do indíviduo, ou outra relação que se julgue mais adequada.

3º - Aquando dos trabalhos de Selecção Nacional, o dito eleito deverá ser requisitado num plano de atleta profissional. Ou seja, no referente a Rugby, no período de Fev a Abr essa pessoa deve estar unicamente ao serviço do País, tendo como única ou principal função, o desempenho da actividade profissional de jogador de Rugby (obviamente que para tal o 2º ponto tem que estar contemplado).

Parece-me que com estas 3 medidas poderia fomentar-se, mais e melhor desporto federado (ponto 1º). Propocionar meios para alcançar feitos desportivos internacionais de relevo (ponto 2º e 3º).
Atrair o sector privado no fomento da prática desportiva (ponto 1º e 2º).

2 de abril de 2004

Já consegui!!!

Desculpem ter demorado tanto tempo a escrever outra vez, mas andei a tentar descobrir como se poderia comentar o meu Blog... de hoje em diante estejam à vontadinha...

Ao premitir comentários, faço-o com o intuito que sejam construtivos.

Mais, qualquer comentário que não venha identificado com 1º e último nome.. esqueçam, eleminarei assim que detecte-o.

Outros que sejam assinados em nome de outra pessoa e que essa mesma pessoa não seja a autora - idem, idem... aspas, aspas

Assim, bem vindos e que contribuam para o desenvolvimento da modalidade através da partilha de ideias... pode ser que alguém com poder para fazer as coisas, realmente se resolva a fazer.

30 de março de 2004

Campeões Europeus

Desculpem-me os apologistas da relaização no trabalho, leia-se teórico.

Mas não há nada como alcançar um feito desportivo de realce, um daqueles como nós, Rugby Português, em especial os que estiveram directamente envolvidos nesta campanha de dois anos.

Ter uma grande nota num exame, acabar um curso, fazer um grande negócio, etc... é realmente de uma sensação fantástica, só que falta uma coisa... o Corpo, o uso do corpo de uma forma integral, as emoções partilhadas na derrota e na vitória, o alcançar com expressão corporal aquilo que a mente sonha, a superação das contrariedades e das oportunidades... no fundo a fusão da mente no corpo e do corpo na mente, aquilo que se goza das formas mais distintas que se possa imaginar. Desde o momento do apito inicial ao especial apito final quando o jogo termina como terminou e na realidade ainda não precebemos o o que realmente alcançámos, depois vem o tempo de silêncio onde se revê e visualiza, como se ainda estivesse a acontecer, os momentos que ficam na nossa mente para sempre (engraçado! são poucos os que se referem à partida em termos concretos.) é algo inolvidável (leiam bem esta palavra... exprime muito bem o sentimento do inexplicável). Depois a festa, a comemoração. Depois é o dia seguinte, parece que ainda não aconteceu. Depois a vida segue... e guardarei para sempre algo que não se pode explicar, só se pode sentir depois de vivenciar.

Finalmente aproximei-me... da transcendência deste desporto. Daqui para diante só dá vontade de mais, mais e mais...

Desejo: desejo que muitos mais de nós, jogadores portugueses, no futuro tenham a sorte e a ambição de passarem e repetirem esta experiência.

Ilusão: que este feito dê realmente um 'coice' à nossa modalidade.

29 de março de 2004

Interactividade...

Fico contente de saber que já há pessoal que queira comentar as minhas palavras...

Próximo objectivo: saber como fazer isso para todos comentarem o que quiserem sobre elas e todos poderem ler a vossa opinião.

Eventualmente terei que sair deste endereço para outro, mas a tempo informar-vos-ei.

25 de março de 2004

Proposta de Calendário Época 2004/2005

Disse que não ia escrever mais ... menti! ups

Proponho o seguinte para a competição sénior 1ª Divisão:

Campeonato Nacional:
8 Equipas = 14 jornadas
Inicio - 2º fim de semana (fds) de Set
Fim - 2º fds de Dez

Taça 5 de Out:
5 de Outubro - Feriado

Taça Ibérica:
3º fds de Dez

Campeonato "Super-Clubes"(*):
4 Equipas = 6 Jornadas
Inicio - 1º fds de Jan
Fim - 2º fds de Fev

Campeonato Nacional de 10's (*2):
4 Equipas = 6 Jornadas
Inicio - 3º fds de Fev
Fim - 4º fds de Mar

Selecção Nacional Sénior:
Inicio - 3º fds de Fev
Fim - 4º fds de Mar

Taça de Portugal:
Inicio - 1º fds de Abril
Fim - 4º fds de Abril

Circuito Nacional de 7´s (*3):
Inicio - 1º fds de Maio
Fim - 4º fds de Junho


(*) Competição "Super-Clubes"

Equipas constituidas por 3/2 Clubes Nacionais divididos por Região e Classificação pertencentes à 1ª divisão A e 1ª divisão B:

Equipa 1 - norte - cdup + crav + utad
Equipa 2 - centro - aac + crl + ...

Classificação das equipas do Sul (cls):
Equipa 3 - sul 1 - 1º cls + 3ºcls + 6ºcls
Equipa 4 - sul 2 - 2º cls + 4ºcls + 5ºcls

Os Jogos internacionais de Regiões disputar-se-ão ao mesmo tempo...
Assim escalona-se os níveis de categoria de jogadores: 1º SN, 2º Regiões, 3º Super-Clubes


(*2) Campeonato Nacional de 10's

No 1º Ano as divisões serão feitas através do CN de XV, depois ganham 'vida própria':
1ª Divisão - primeiros 4º da 1ª Divisão A
2ª Divisão - segundos 4º da 1ª Divisão A
3ª Divisão - primeiros 4º da 1ª Divisão B
4ª Divisão - segundos 4º da 1ª Divisão B


(*3) Circuito Nacional de 7´s

Para além do Circuito principal criar-se-ia paralelamente o Circuito Nacional de 7´s dos "1ª linhas".
Este circuito obrigatóriamente teria que realizar-se nos mesmos locais e dias da competição principal.
As equipas dos "1ªs linhas" não necessitariam ser representativas de Clubes filiados na FPR, podendo estas ser de convites.


Analisem...

PS - obviamente, terão que ser criados regulamentos para as novas propostas.

24 de março de 2004

Portugal vs Russia

Será a última vez que escrevo neste Blog até que o suprcitado jogo termine...

É realmente um jogo histórico, diz-se que o mais de sempre... acredito.

No entanto não queria deixar de lembrar que em outros tempos jogámos contra a Itália e França, em jogos memoráveis que terminaram com resultados bastante tangênciais (eu ainda não sabia o que era Rugby).
Li e ouvi por aí, pouca coisa confesso, mas fiquei com a ideia de que a modalidade estava bem mais exposta do que hoje em dia... as razões não me perguntem que não sei. Não vivi nem estudei esse tempo da História do Rugby Português.

Agora... em relação à História que se escreverá... sendo para além de jogador um crente que a modalidade tem bastos predicatos para singrar nos hábitos desportivos dos portuguêses, tenho que fazer as seguintes observações, relacionam-se com o quem vai encher o estádio:

Positivo - Uma série de eventos organizados à volta do Jogo. Os torneios para miúdos e o torneio Feminino. Não sei quem tratou de organizar, esta mais que certa afluência ao estádio ( CRC, FPR ou algum clube local ), esta/ ão de parabéns

Negativo - Realização do torneio de Veteranos no Algarve. Não se entende como um patrocinador e um patrocinado chocam desta maneira na estratégia de marketing (se existir!). Possivelmente nunca acreditaram que esta selecção pudesse trazer um jogo deste calibre para Portugal.
Também não se preocupem... não é por vossa causa que jogo este desporto com toda a entrega que tenho para dar dentro de campo (suspeito que não seja o único...).

Realização do jogo UTAD vs Vilamoura quase coincidente com o jogo. Não sei de quem é a responsabilidade? Se da FPR na calendarização das provas. Se dos clubes por outro motivo qualquer, até poderá haver uma razão válida. (se eventualmente é um jogo que já não dita nada na tabela classificativa, poderia ter-se encontrado um campo próximo de Coimbra para a realização do mesmo de modo a que antes ou depois, os participantes pudessem deslocar-se para assistir à Selecção. Eu sei que poderia dar mais custos de deslocação.)


Ideias para acções a tomar:

» Tratar os jogos internacionais como se de deslocações para jogos oficiais de clubes se tratassem, ou seja, implicaria apenas subsídio de deslocação e seria um grande íncentivo aos clubes para se organizarem de modo a assistirem ao jogo (imaginem o forróbó!!)

» Contactar Departamentos de Educação da Câmara Municipal e/ ou Escolas da zona onde se realiza o encontro internacional, de modo a que se crie o dia da 'Visita ao Rugby'. Só assim se conseguirá encontrar novos praticantes.

Dirão: 'ímpossivel em Portugal.' Já tentaram?? Portugal não dá?? Então em Espanha numa ilha onde se existir um clube de Rugby é sorte, de 1500 espectadores no mínimo 1000 eram miúdos das escolas.. 'ah! Espanha está mais desenvolvida!' Dirão outros.

Então e a Geórgia? Eles estão mais desenvolvidos que nós?? "só faltava vir agora um do contra, dizer que sim!"
Constatei no caminho para o Estádio (Sim! Estádio! Com capacidade para não sei quantos milhares de pessoas), uma quantidade incrível daquelas decrépitas frugonetas de 9 lugares apinhadas de putos.
Pensei: "Escola. Mas ao Sábado? Bolas!!... nós lá já temos disso, mas é só na Universidade" (estamos loucos... já nem o fim de semana se sabe aproveitar... o sistema educativo português é uma maravilha... depois admiram-se que se façam horas extraordinárias, que se leve trabalho para casa, lazer para o trabalho. Uma 'bela' mistura!!).
Mas não! Não é que quando chegámos ao Estádio viam-se putos aos magotes. De onde é que eles vinham??.... tchanam... das reluzentes frugonetas.

» Aproveitar a ideia algarvia: jogo ou torneio de veteranos.

» Divulgação do evento nas Universidades e Faculdades da região e das Cidades onde existe Rugby Universitário

» Convidar personagens públicas que divulgam a nossa modalidade (ex. Marcelo Rebelo de Sousa - não sei como raio ele se foi lembrar de nós (conections? Se sim, não há mais por aí? Dão jeito!). De todos os modos já merece uma retribuição. Não sei se ele está minimamente interessado, mas fica sempre bem. Olha! O João Lagos também já merece.). Convidar personagens públicas que venham a divulgar a nossa modalidade(ex. outros 'artistas' no género do Marcelo (políticos, desportistas (não tem que ser do futebol!), apresentadores/as, artistas de várias áreas culturais, modelos, colunáveis, etc... ainda por cima, muitos destes já tiveram algum contacto com o Rugby (somos uma modalidade universitária por excelencia ou não?)). Convidar outros agentes que possam divulgar a nossa modalidade (jornais e jornalistas. Costumam gostar de canapés!!). Convidar...


Até Sábado em Coimbra



PS - E os clubes? Já começaram a pensar na próxima época? Naaaa... isso de planeamento! Naaa... em cima da hora pomos uns jogos aqui e outros acolá, e logo vemos como se realizam os jogos para apurarmos o campeão e os que descem. As provas internacionais? Essa porcaria que estraga os 'planos' todos da meu clubezinho. As camadas jovens? Isso logo se vê... as deslocações também são baratas... e o que se quer é que os miúdos façam uns joguitos. Formação? Ahn! o que é isso?...

Pode ser que algumas das ideias escritas acima, ajudem a clarificar a importância de um planeamento organizado e estável, porque sem isso é impossivel ter um ponto de partida para realizar seja o que for.

Vamos Crescer?? Uma parte já foi dada de bandeja... a outra pertence a quem dirige.

17 de março de 2004

Placagem

Só para dizer que hoje escrevi alguma coisa...

A placagem é um ponto forte do nosso Rugby, assim o julgamos e outros nos elogiam sobre tal técnica ou disponibilidade para tal, no entanto não me contento... julgo que somos pouco duros, temos coragem mas somos brandos, por isso é que gostam tanto de vir para cima de nós.

Tem que ser o contrário, eles tem que fugir e nós os preseguir, revelo-vos... é nessa altura que se começam a 'partir' meninos e graúdos.

Ora bem, para além da atitude mental e gozo requeridas para ser bom nesta 'arte', exige-se uma elevada técnica de execução do acto, muita dela só adquirida com exposição... é preciso também perder um pouco de tempo a pensar no como e quando, dependendo das imensas variáveis que um atacante tem para nos ultrapassar... (não podem crer tudo de uma vez!... ;-) ).

Aos formadores e outros; existe uma tendência natural para treinar a placagem com o defensor estático ou em pé, no entanto essa forma comum de treinar esta técnica essencial da modalidade cria hábitos que em boa verdade são contrários aos da melhor eficácia no terreno de jogo...

A placagem é uma técnica que provoca o derrube do portador da bola.
Com a intenção de realizar uma placagem 'dura', tal tem que suceder sem ser pela acção própria do atacante. Assim, o placador tem que aplicar uma força superior num ponto fraco do placado (zona corporal ou ponto de desiquilibrio)... normalmente esses pontos ou estão nas extremidades ou precisamente no centro, logo(ou não!) a placagem deve ser executada a partir de um 'perfil baixo' e com aceleração no contacto.

Deixo à vossa imaginação a criação de exercicos técnicos que tenham em consideração este aspectos.

PS - Se encontrarem... partilhem-no. Eu estou interessado.

Ah!!... Já repararam que placar não é agarrar e/ ou parar...

tchau, tenho que ir fazer exercicio fisico.

15 de março de 2004

Cumprir funções

Eu aposto, que possivelmente temos o '5 da frente' mais habilidoso do mundo. Não estou a brincar, é sério... onde já viram a não ser em Portugal, um destes rapazes a fazer fintas de passe, passes pelas costas, 'drops' de calcanhar, 'debordemans'(?) fantásticos, mais as mil e uma coisas imaginárias que nem sequer passam pela cabeça dos mais virtuosos (supostamente) para o efeito, vulgos 3/4s.

Já muitos estarão a pensar, "então este imbecil... e a polivalência. A capacidade de discirnir situações de superioridade numérica. Saber ler o jogo e tomar a opção correcta de jogar ao pé ou à mão e acima de tudo, saber executá-lo... imbecil!".
Mas aí está... estão a tirar juizos antes de tempo... é como os jogadores que são novos e não valem nada, passado uns anitos aí estão eles a partir loiça que se farta e perguntam-se 'donde é que veio este tipo? Qual? Aquele? Não pode ser...'

Vamos ao que interessa. Enumerem-me mais de uma mão cheia (se forem capazes) de jogadores do '5 da frente' que realmente cumpram as suas funções, entre elas: sólidos e estáveis na FO, 'gato sapato' no ALI, aterradores num Ruck, posição corporal correcta num Maul, devastadores nas poucas oportunidades que têm para placar ou em campo aberto com a bola na mão...

Mais uma vez... será a nossa formação de jogadores incorrecta? Serão os nossos regulamentos para as camadas jovens inadaptados para as necessidades do Rugby Nacional?...

Pensemos e actuemos. Vamos criar 'HOMENS MONTANHA'... entretanto, os jogadores que o puderem ser mas não irão a tempo de uma eventual formação correcta, espantem-me! Ando louco para encontrar gente assim!...

...epá, nem que seja pelo desafio de vos derrubar... façam-me melhor jogador.



'COOL'

Vou ser curto, espero!

Tenho reparado nestes últimos tempos(época desportiva), se calhar antes já era assim, a uma onda 'cool' de encarar os treinos.

Bem sei que há dias que a vontade de treinar não é a maior. Que sabia melhor ficar em casa ou ir a outro lado qualquer(pensamos nós!). Que estamos realmente cansados do dia. Etc. . Compreende-se... há dias e dias.

Agora o que me tem irritado solenemente é a constante 'pinta' enjoada antes do inicio dos treinos. "ia, estou com uma vontade...", quando na realidade não sentem isso mas proporcionam-se a entrar no treino completamente desconcentrados e com pinta, de quem faz um frete ou um favor por estar ali.

Se não querem, não vão. Niguém vos pediu para ir treinar, foram voçês que resolveram praticar desporto de competição.

Essa pinta 'cool' imberbe, infelizmente já começa a ter reprecursões nos mais velhos/ experientes (eu próprio já me encontrei a dizer essas coisas estúpidas sem sentido algum), vale que estes já tem idadezinha(alguns!) para rápidamente ligar e desligar o interruptor... os putos, coitados, pensam que é assim que se está na mentalização correcta para serem jogadores de jeito.

Só acordam quando um treinador tem que se exaltar, ou, os castigar... triste figura a vossa.
Tamanho

Já é a 3ª vez que tento escrever sobre este assunto, o raio do computador tem caído sempre que estou a terminar o 'post', como sou de escrever ao 'correr da pena' a ideia ja está meio esbatida, mas vamos lá...

Uns nascem, outros fazem-se e outros estragam-se.

Por norma dou mais crédito aos que se fazem, os que ja nascem geralmente estragam-se... é a velha estória de 'Deus dá nozes a quem não tem dentes'. Agora, o que vale a pena reflectir é como é que tal acontece.

Não há dúvida que o Rugby português necessita de tipos grandes (não venham com a desculpa que somos um povo pequeno, as outras modalidades têm esses tipos - talvez falte alguma estratégia federativa para atrair esses atletas, não sei?! Fica no ar a possibilidade de se poder fazer alguma coisa nesse sentido.).

No entanto, esses 'grandes' existem, poucos... mas eles andam aí. O problema é que a maior parte das vezes são os jogadores mais relaxados de todos.

Poderá ser um problema de competitividade interna, o que faz com que estes não se dêm ao trabalho. Se assim for, desculpem-me os 'grandes' mas tal atitude é de uma falta de carácter impressionante, a partir do momento em que entramos nesta modalidade todos sabemos que estamos aqui para dar o máximo pelo próximo (eu sei que também há 'pequenos' com essa atitude, mas desses nunca rezerá a História, há muitos mais outros com o crácter correcto). Por isso, aos 'grandes' pede-se que superem os 'pequenos' no desempenho do seu próprio papel dentro de campo... e isso implica trabalho!
Não venham com a desculpa que 'a nós custa-nos mais porque somos mais pesados', o corpo humano humano está muito bem feito para isso ser desculpa. Se são maiores; terão alavancas maiores, terão massa muscular maior, etc. . O que produzirá um desmpenho +/- proporcional aos 'pequenos'. (O Rugby internacional é um bom exemplo)

Mas, o problema pode não estar no indíviduo 'grande', pode estar nos formadores... lá porque o rapazinho é gordo e pesado ou alto e desengonçado não é um 'coitadinho'. Dar-se a desculpa de incapacidade de execução das acções técnicas, tácticas e fisicas, é um erro. Com certeza é-lhe mais dificil, mas daí a incapaz!... No entanto são miúdos que dão um jeitão na competição e como tal jogam a titularíssimos: intimidam, andam com 3 adversários às costas (apesar de terem péssima técnica de contacto e não saberem discernir situações de vantagem numérica), ganham com facilidade os ALI, são idolatrados pelos 'pequenos', etc. ... no entanto são jogadores que normalmente não fazem diferença no escalão Sénior... os 'pequenos' já rebentam com os 'grandes'.(até tem um 'sabor' especial!).

Os 'grandes' geralmente são jogadores que se geram sem qualquer atitude mental capaz de superar contrariedades, sem mentalidade trabalhadora, com grandes falhas técnicas, sem noção do seu objectivo/ papel principal e fundamental dentro de campo... cabe a quem tem a sorte de ter jogadores com estas potencialidades, não deixar que tal ocorra.

Espero que com este 'post' tenha picado ou acordado os 'grandes', assim como os seus formadores e treinadores... espero ver a resposta dentro de campo. Quero ter a oportunidade de um dia, num campo português, realmente admirar um 'GRANDE'.

10 de março de 2004

Apoio

Um principio básico do Rugby, amplamente transmitido a outros no Rugby português, aliás, possivelmente até é visto como uma imagem de marca do nosso Rugby, julgamos nós!! Parece-me que se somos bons no apoio, não é no atacante, mas sim no defensivo... há sempre mais um chato que não larga!
No atacante alguns já vão sendo regulares, mas na minha opinião ainda estamos muito longe de ser bons... é uma questão de noção de jogo(poucos o têm).

Mas não quero entrar por aí, o que me parece, e quase sempre é assim, a culpa não é dos jogadores mas sim dos treinadores, pode ser também da sociedade... julgo que há algo errado quando transmitimos o conceito de apoio.

O apoio hoje em dia pratica-se colectivamente mas individualmente. Ou seja, já todos sabem o que é apoiar, é estar "atrás" do portador da bola, depois a bola há-de me vir parar às mãos, eu faço uma jinga-joga e se eu não conseguir passar há-de estar lá alguém para receber a bola. Certo?

Não. Errado. O sentido colectivo de apoio assim não existe... muito raramente essa forma de jogar não tem sucesso contra uma equipa coesa. (eureka!!! Pergunto-me?? Estará aí o segredo ou falha no resultado da final do campeonato do mundo: Inglaterra vs NZ).

Há que transmitir a noção de apoio colectivo. Isto é, a relação portador da bola - apoio tem que ser recíproca. O portador da bola tem que criar espaços para o apoio penetrar(esta concepção não pode pertencer únicamente aos ditos criadores de espaços, nomeadamente médios e centros), só assim uma equipa deixará de depender das suas individualidades para alcançar o sucesso.

Em Portugal já tivemos um bom exemplo disso (que eu tenha presenciado), O Cascais dos anos de ouro e anos anteriores.
Nos anos anteriores jogava como hoje se está a jogar em Portugal (cheio de individualidades com resultados fantásticos e jogos de encher o olho(hoje em dia isso é ímpossivel porque as defesas evoluiram muito mais rápido que o ataque), mas perdiam sempre contra equipas coesas e com fio de jogo (ex. SLB e CDUL)).
Quando começou a ganhar, o que mudou foi exactamente a concepção do apoio. Começaram a jogar uns para os outros e não uns com os outros.
Colocação de avançados na defesa a partir de 'faltas'(p.p., p.l.).

Parece-me que no Rugby português se dá pouca atenção a esta situação. E é simples, talvez por isso a desatenção.

Confesso, só este ano prestei-lhe atenção. Quando os argentinos do meu clube repararam na desorganização da equipa júnior nessa situação e quando tive a confirmação, através reorganização defensiva posta em prática.

Antes era, ponham-se à frente deles e pronto, depois recolocam-se consoante a situação. Em verdade, este tipo de orientação, não ajuda nada os jogadores... é bem mais fácil saber onde me coloco e quais linhas de corrida a seguir após uma fase estática tal como a FO e o ALI... ora, se virmos as faltas como se de uma fase estática se trata-se, por lógica natural, ajudaremos os jogadores a serem mais eficazes na sua actuação, damos-lhes assim mais uma base de partida para recomeçar e definir as acções a tomar.

Como tal, a proposta, ou melhor, a divulgação da colocação dos jogadores é: 1ªlinha ao centro, um 2ªlinha de cada lado, um 3ªlinha do lado fechado e os outros dois 3ªlinha do lado aberto.
Como é óbvio, nada é linear no Rugby, o que se expõe em cima é uma distribuição natural por posições (desfaçam um FO e básicamente é o resultado que se obtem). No entanto é possivel fazer esta distribuição por caracteristicas fisicas(corpolência/ mobilidade) ou técnica(placagem), que na generalidade são semelhantes às posições. À que ter também em consideração o lateralidade da falta.

Tendo em consideração as caracteristicas das equipas e dos avançados Portugueses, tal nem sempre se verifica... ou temos um Talonador pequeno, ágil e placador; um 2ªlinha que práticamente só serve para os ALI ou pequeno mas ágil(por vezes placador); um 3ª linha excelente atacante mas pouco defensor... como tal, com estas duas variáveis (fisico/ técnica) caberá ao treinador dispor os seus jogadores da forma mais de acordo com o que pretende.

(lado fechado » lado aberto)
Colocação básica:
6 5 1 2 3 4 8 7
Outra:
6 2 5 1 3 4 8 7
.
.. agora, brinquem com as variáveis!!!...

3 de março de 2004

é só para avisar que na próxima 2ªfeira o blog vai passar a ser:

www.rugby-ideiasoltas.blogspot.com

muda só o tracinho
Artista.

Ontem ouvi esta palavra num determinado contexto que me fez pensar... normalmente é um termo que se utiliza no desporto como prejurativo. Tipo "olha-me o artista!!", aquele que parece que faz muita coisa bonita mas no fundo não faz nada, o que os futeboleiros chamam de 'brinca na areia'...

Ora o Artista no que realmente é, ou seja, no seu concreto. Normalmente é visto como o indíviduo que representa, por exemplo, num palco.
Ou é bom ou é mau. Independentemente da sua capacidade para representar, há algo que o público não admite e muito menos o próprio. Esse algo é o erro...
Não é concebivel para uma bailarina falhar a contagem(sim! são oitavas. (acho eu)) para os passos de dança determinados pela coreografia, tal como um acorde numa música a meio de um concerto, ou uma deixa no teatro...

Ora, para alcançar esta 'prefeição', estão por trás muitas horas de 'trabalho' suor e lágrimas, mais do que nós, os do Desporto dito convencional. E porquê esta afirmação??? Porque a eles e neles, não se admite um erro que seja num espetáculo.

É engraçado... num bom jogo, reparamos que uma das razões foi o facto de terem ocorrido poucos erros.

Parece-me então que isto da 'representação' é algo inerente aos dois mundos; 2, porque o Desporto em Portugal ainda não é 'show bizz', muito menos nós... mas antes do 'show bizz' ser como é, foi como nós somos.

Não quero perder-me... mas estão aqui os gajos a irritar-me, com a merda de umas gravações... mal feitas ainda por cima.

Seguindo... Dada esta analogia, parece-me que o 'artista do desporto' está mal catalogado.
Queiramos nós ser verdadeiros artistas, para podermos desempenhar verdadeiros espetáculos. Sem receios, sem vergonhas, sem nada que nos possa diminuir... mas acima de tudo, goze-se o momento da vivência, da realização de actos que julgamos ser inatíngiveis, tudo o demais vem por acréscimo... quem está lá dentro é quem se diverte mais, são esses que têm a oportunidade da transcendência.

PS - Uso a palavra 'receio'(e!e!), pois proibo-me a utilizar a palavra 'medo'... quem está nesta modalidade sabe que dentro de campo isso não pode existir. Ao jogador a quem ocorre uma sombra deste sentimento, 1 conselho... DEIXE DE JOGAR.
Se não souber reconhecer o que é esse 'medo'(a maior parte das vezes a falha não está no, não conseguir fazer, está no, não saber). O sintoma mais comum é a auto-desculpabilização.
Se reconhecer este sintoma e quiser continuar a jogar, parabéns! Parabéns por ter resolvido começar a ser definitivamente um jogador de Rugby.

1 de março de 2004

BOM DIA!!!

Hoje ocorreu-me o facto de que nunca mais vi ex-jogadores que tenham recentemente deixado de jogar, envolvidos com a modalidade. Bom, talvez alguns, mto poucos. Os que ficam geralmente é porque continuam uma carreia "semi-pro", os outros desaparecem completamente do panorama, talvez vão ver um jogo ou outro, mas não continuam activamente envolvidos com a modalidade. É algo que me faz um pouco de confusão... agora a questão que se coloca é. Porquê? A razão será... por estudos; por trabalho; por namoro ou casamento; etc.? Mas, também, quando jogavam já não tinham essas actividades? Por sinal, conciliação bastante mais desgastante que o dirigismo. Mais, não acredito que o gozo que o jogo proporciona desapareça totalmente e que não dê vontade de continuar ligado.(digo-o por experiência própria).
Como tal, só me ocorrem duas razões: falta de motivação e/ou falta de reconhecimento... julgo que a 1ª é relativamente dependente da 2ª (embora nem todos tenham essa necessidade. Não é crítica. É assim que as pessoas são).

Só uma outra constatação... porquê que os jogadores estrangeiros saem do Rugby Nacional com 3 jogos de despedida mais uns quantos torneios!! Mais não sei quantas festas de comemoração pelo que contribuiram por 1 ano, 2, 4 anos que estiveram no País??? E os "portuguesinhos" que jogam desde que são crianças, que jogaram nas selecções nas várias camadas jovens, que foram internacionais 'A' não sei quantas vezes, que contribuiram decisivamente em momentos históricos e inolvidáveis do Rugby Nacional, quer em termos de clubes quer de Selecção nas variantes de 15 e 7's... onde é que estão esses? quem se lembra deles? Parece-me que a resposta ao porquê, é um problema de visão interna (mesquinhês??). o problema é que não sabemos cuidar da prata da casa...

Qual é o treinador que não gostaria de ter dirigentes, observadores e mesmo adjuntos com a vivência de Rugby internacional a dar apoio. (eu sei que existem obtusos individualistas). Imaginem ter o apoio de alguém que tenha deixado de ser jogador e conheça prefeitamente as necessidades, o sentimento e a ambição que têm os jogadores... os mesmos ainda podem ser uns conselheiros fantásticos de jogadores inexprientes...

Meus Senhores, Dirigentes e treinadores, imaginem o que há a ganhar, e há mais aspectos dos que apontei agora, com o aproveitamento destas pessoas!...

Não! Não são eles quem tem que oferecer-se, são voçes que têm que lhes propor.

Espero que não seja mal entendido nas minhas palavras, tudo o que possa parecer ofensa ou critica negativa, não o é. Não o é, porque não acredito que as gentes do Rugby sejam assim. É apenas a minha forma de exprimir a repugnação que tenho à mania da 'pequeninice' portuguesa, que afirmo novamente... não acredito que essa seja a forma de estar das gentes do Rugby português, apesar de sermos portugueses...

27 de fevereiro de 2004

Maul defensivo

Antes tratámos do Maul atacante, agora vamos ao defensivo... é obvio q se tento arranjar soluções para evitar a força bruta, quem jogar contra nós o mais provável é que a irá utilizar.

Vejamos. Se o sucesso de uma Melê ou de um Maul, entre outros factores, são as ligações entre os jogadores(julgo que qualquer Engº poderá comprovar isso melhor do que eu), a solução para o insucesso das mesmas é quebrar essas ligações. No entanto não podemos esquecer que um dos príncipios do jogo é conquistar terreno, logo avançar(posição do corpo, empurrar, etc.). Assim, por mais antagonista que pareça, o quebrar(puxar) as ligações e avançar(empurrar), junta-se o útil ao agradável na conjugação das diferentes forças segmentares (ai, ai... um biomecânico ainda me dá um raspanete) que temos que produzir para ter efectividade na defesa desta técnica colectiva, basta reparar na nossa reacção natural quando queremos empurrar algo e temos um apoio além do objecto que pretendemos empurrar (confuso? um 2ª linha explica-vos)...

Passemos para desenhos sem desenhar, ou seja, técnicamente que ligações compete a quem quebrar.
O ex. refere-se à defesa de um Touch-Maul no 1º saltador ( 2 1(4)35687), assim: o 1 e o 3 têm a obrigação de funcionar como uma cunha entrando nos Rins do 4 adversário e procurar espaço entre este e os seus 'lifters', ao 1 também compete quebrar a ligação(braço) do 1 com o 4, ao 3 também compete quebrar a ligação do 5('asa' que fecha o Maul) com o 3, ao 4 compete quebrar a ligação do 3 ao 4.

Objectivo?... Partir o Maul em dois ou três, criar confusão e falta de protecções à bola, naturalmente ou consegue-se um turn-over ou no minimo o fim do Maul para Ruck, etc...

Devo agradecer esta reflexão ao puto Silveira... o conhecimento para a evolução pode vir de todos os lados, basta estar atento e ouvir.
Papel e caneta pode dar jeito.
3ª hip. - é um 'mix' das outras duas... Alinhamento reduzido (ex. 2 1 3(5)4 6), como na 1ª hip. » constituição da 2ª linha de contacto em triangulo com 1(2)6 » movimentação lateral desta unidade e consequente avanço » seguimento de rotação como a 1ª hip.

Vantagens: Permite o avanço do Maul contra um nº de opositores reduzido, fixação de avançados no lado fechado e do 'janela' do Maul, velocidade de conquista de terreno razoável, libertação de Avançados extra em diferentes zonas de ataque (perímetro curto ou largo com 3/4s).
Desvantagens: Dificuldade de execução, alguma fragilidade na protecção da bola, elevada exigência técnica individual, sequência de mini-mauls não calculável.
Outros: Anda nos limites da Lei do jogo.
Papel e caneta pode dar jeito.
2ª hip. - Constituição de uma barreira de protecção para lançamento de uma 2ª carga ofensiva de Maul.

A ver se conseguimos entender... Alinhamento completo com conquista no 1º saltador (ex. 2 1(4)35687), pode ser no 2º saltador » constitução da 1ª linha de contacto (1(4)35), nº 5 com responsabilidade de 'prender' o maul adversário para permitir a movimentação lateral da 2ª linha de contacto (2(6)8) jà em posse da bola e consequente avanço no terreno sem oposição directa frontal » a esta transformada 2ª linha de contacto em 1ªlinha de contacto(chamemos-lhe, 1ªb) agrega-se o nº7 que desempenhará a mesma função realizada pelo nº5 anteriormente » (3(4)1) constituirão a 2ª linha de contacto (2ªb).

Vantagens: Permite o avanço do Maul contra um nº de opositores reduzido, fixação de elevado nº de avançados no lado fechado e do 'janela' do Maul, protecção da bola bastante razoável, permite um avanço no terreno relativamente considerável mas faseado.
Desvantagens: Utilização de todos os avançados, não cria grandes vantagens nos 3/4s, limita-se a 2 unidades de ataque.

26 de fevereiro de 2004

Papel e caneta pode dar jeito
1ª hip. - Constituição consecutiva e rotativa de mini-mauls (3 homens).

Alinhamento de 4 jogadores com o 'formação' a ser o conquistador de bola (imagine-se: 2 1 3(5)46) » onde o 'par de mãos' exerce a força não no conquistador da touche mas sim num dos 'lifters' da conquista da Touche; esse 'lifter' tem já a si agregado o jogador livre de qualquer função que irá constituir a 'cabeça' externa do maul. compete ao 'par de mãos' proteger-se atrás destes dois últimos (fica assim constituido o 1º mini-maul: 4(1)6) » segue-se a formação imediata do 2º mini-maul, tendo o 'cabeça' interna a responsabilidade de fixar homens, o 'cabeça' externa avançar para 'cabeça' interna protegendo o portador da bola que por sua vez avança para 'cabeça' externa, tendo já o 2º 'par de mãos' feito (constituição do 2º mini-maul: 6(2)1).

Vantagens: conquista de terreno rápida com relativa segurança, libertação de numerosos Avançados extra em diferentes zonas de ataque (perímetro curto ou largo com 3/4s), garantia de vantagem atacante para os 3/4s pois a defesa será apanhada seguramente em contra-pé.
Desvantagens: Alta dificuldade de execução, relativa fragilidade na protecção da bola, elevada exigência técnica individual, sequência máxima de 3 mini-mauls.
Outros: Anda nos limites da Lei do jogo.

As outras hipóteses ficam para depois... tenho que ir treinar
Bom... devia estar a estudar, mas só me dá para isto. Julgo que não vai ser fácil explicar isto sem desenhos, mas vou tentar. A questão é a Touche-Maul.

Tomando em conta as caracteristicas morfológicas das equipas portuguesas (especialmente se comparamos a nível internacional), parece-me a solução mais viável encontrar uma solução de ataque que seja oposta à força bruta que no entanto nos permita andar para a frente.

Surgiram-me 3 hipóteses base, com as suas variantes, de constituição de Maul com efeitos distintos no seguimento do jogo de ataque:...
'Estrangeirismos'

Já devia ter começado isto mais cedo... quando me levantei da cama tinha as ideias frescas.

Nos últimos anos temos tido uma série de influências estrangeiras que nos ajudaram a ver o Rugby de outra prespectiva e em alguns casos até ajudaram a subir pequenos degraus a jogadores e treinadores. Infelizmente o mesmo não se reflectiu na organização desportiva, desculpem-me os responsáveis por esse desenvolvimento, mas essa é a verdade.

Se por um lado esta influência nos tem ajudado a desenvolver, parece-me que por outro lado nos tem ajudado a cegar.
Digo isto porque, o que se tenta fazer no Rugby Português é copiar e não adaptar:
Pretende-se jogar à Neo-Zelandesa quando a constituição fisica dos nossos atletas não se assemelha minímamente à deles, nomeadamente a nível de centros.
Pretende-se jogar à Australiana quando a capacidade de disponibildade fisica e mental para o jogo requerem um atleticismo que a própria educação fisica escolar portuguesa não possibilita.
Pretende-se jogar à Francesa quando o nosso nível técnico de handling e cultura tática está longe de se aproximar deles.
Pretende-se jogar à Inglesa quando a nossa capacidade de planeamento e disciplina tática de jogo não é, definitivamente, anglo-saxónica.

Não censuro a apreensão destes conhecimentos, antes pelo contrário, são altamente benéficas para encontrar marcos de evolução.
Parece-me é que no meio de tanta influência perdemos o nosso sentido.

Todos dão exemplos de aqueles, aquilo; os outros, aqueloutro. E NÓS??
Nós somos bons em que? Nós podemos ser melhores que os outros, onde? Nós temos que contornar as nossas fragilidades, como?

Falta caracterização e planificação do Rugby Nacional.
Não acredito que nós desportistas, treinadores, árbitros e dirigentes eruditos, universitários , Dr.s, Engº.s, Arqº.s, Profº.s, Empresários, não saibamos fazer isso... não!... Parece-me mais, falta de vontade... trabalhar dá trabalho!! ou será que não sabemos mesmo?...
Olá, esta é a 1ª vez que escrevo neste blog.

Não olhem muito à construção dos textos mas sim às ideias.

Eventualmente utilizarei frases de outros que não recordarei quem são (sou muito mau a lembrar-me de nomes), o que me cativa são os pequenos promenores, expriências e convivências das ideias que se trocam, transmitem e dão azo a reflexão; não quem disse ou deixou de dizer.