14 de dezembro de 2007

Futuro Competitivo

Julgo que já expus isto antes... mas vou voltar a escrever.

Esta é a minha proposta para um calendário de competição nacional sénior que se quer num crescendo competitivo e proporcionar o surgimento de talentos novos.

Assim:
  1. Campeonato Nacional Inverno a realizar-se entre o 1.º fim-de-semana de Setembro e o último de Dezembro com 8 equipas todos contra todos => 14 jornadas sem final four, ou, 2 grupos de 4 equipas + 2 final four todos contra todos => 12 jornadas
  2. Campeonato Provincial Ibérico a realizar-se entre o 1.º fim-de-semana de Janeiro e o 1.º de Março com 2 equipas portuguesas + 4 espanholas todos contra todos => 10 jornadas(p.e.: Portugal Sul; Portugal Norte; Andaluzia; Comunidade Madrid; Castela e Leão (Valladolid); País Basco; Catalunha)
  3. Campeonato Nacional Primavera a realizar-se entre 1.º fim-de-semana de Fevereiro e o último de Maio com 8 equipas todos contra todos => 14 jornadas sem final four, ou, 2 grupos de 4 equipas + 2 final four todos contra todos => 12 jornadas (jogadores nas Selecções Provinciais e Selecções Nacionais proibidos de participar enquanto decorre a sua competição)
  4. Torneios de 7´s e Rugby de Praia do 1.º fim-de-semana de Junho ao último de Julho
  5. A Selecção Nacional tem que tentar compreender toda a sua actividade internacional entre o 2.º fim-de-semana de Março e o 1.º de Setembro
  6. A Selecção de 7's funciona independente de todas as competições

Notas:

  • Os Campeonatos Nacionais são independentes um do outro (p.e. quem desce no CN Inverno não desce obrigatóriamente no CN Primavera)
  • Deixa de existir a Taça Ibérica
  • Deixa de existir a Taça de Portugal
  • A Super Taça passa a ser um jogo entre os Campeões de Inverno e Primavera
  • A Competição da 1ª Divisão terá os mesmos moldes da Competição da Honra

Beneficios:

  • Crescendo competitivo para jogadores ambiciosos
  • Apuramento e participação dos melhores atletas em competições mais fortes
  • Concentração de investimento em jogadores estrangeiros num período de tempo mais curto (CN Inverno), o que gera menos custos ou melhor qualidade do jogador contratado
  • Possibilidade de surgimento de novos valores no CN Primavera
  • Mini-férias em Janeiro para jogadores de nível inferior e que coincide com época de exames da faculdade

15 comentários:

Anónimo disse...

Parece-me bem!! Os estrangeiros acabam quase todos as suas epocas em finais de Setembro /Outubro, o que fica curto para quem quer contratar.

Quem geria as selecções regionais? FPR???? daria mau resultado!

Anónimo disse...

Paulo
Gostei dessa ideia!!! Muito bem vista.
Espero que chegue a quem resolve.
Grande Abraço do gajo q só entra quando sais a não ser quando está com uma coisa que se chama pubalgia ou qualquer coisa que se pareça, mas que no fundo...não passa é de velhice mesmo.

Anónimo disse...

Mas neste caso como ficava a Liga Iberica? Entre clubes. parece ser um dado adquirido ja na proxima epoca.

Anónimo disse...

Confesso que não consigo compreender os benefícios de existirem dois campeonatos nacionais numa única época.

Pelo contrário, parece-me que apenas serve para retirar importância ao campeonato.

Seria preferível alterar o modelo competitivo da Taça de Portugal (introduzindo, por exemplo, uma fase de grupos, para aumentar o número de jogos).

paulo murinello disse...

A ideia de mudar o modelo competitivo da taça não está mal visto... ou seja, um CN curto e intenso e uma taça de portugal para encontrar novos valores... boa.

quanto aos estrangeiros de só virem mais tarde, sucede em alguns clubes e não em todos, logo há soluções... se não conseguirem traze-los mais cedo, então que se invista nos portuguêses... quanto à gestão das provincias, ou ficaria a cargo das respectivas associações regionais ou teria que se formar uma gestão autónoma.

quanto à liga ibérica... isso já passará por uma resolução dos clubes. Ou, os 2/3 primeiros classificados entrariam na liga ibérica, ou, formariam-se as tais provincias portuguesas que propus. (julgo que a serem os clubes, deveria-se poder reestruturar os plantéis sem qualquer tipo de restrição)

Nota: não esquecer que o mediatismo é mto importante (vide RWC), e para tal uma competição ibérica/ internacional torna-se bastante atraente para todos os envolvidos

Anónimo disse...

E quantos clubes descem...é que só um clube descer e um subir não torna nada atractivo o campeonato.

paulo murinello disse...

Se já existe uma opinião formada de que o campeonato de honra é pouco competitivo devido ao facto de as teóricamente 2 últimas equipas não terem nível para esta divisão e sabendo que o nível competitivo da 1ª divisão ser francamente fraco (onde eventualmente existe apenas uma equipa com capacidade suficiente para se manter no ano seguinte no nível superior), não sei até que ponto seria benéfico instituir-se a troca de duas equipas... existe a possibilidade da liguilha, mas aí voltamos à discusão que rodeou o modelo existente no ano passado no que tocou à descida de divisão de uma equipa... "será correcto tal decidir-se num único jogo?"

Anónimo disse...

Mas permitirá a rodagem, num patamar superior, de duas equipas do escalão inferior o que permitirá a diminuição do fosso entre honra e primeira. Como é possivel as equipas evoluirem se não tiverem experiencia nas grandes competições.

Na minha opinião fase final do campeonato em sistema final four ou se querem continuar com eliminatórias, jogos com duas mãos.

Relativamente à 1 divisão, embora de fraco nivel, tem de haver a preocupação, por parte da federação, em dar mais apoios às equipas, principalmente as que se encontram na região norte, é tudo muito bonito quanto tudo o que rugby se passa em Lisboa e aqui pelo norte, nem uma acção de formação para arbitros, nem expectativas de ver uma equipa nacional (seja de qualquer escalão) a jogar por aqui.

Querem continuar com o sistema de campeonato de Lisboa e o rugby portugues não passará disso duma presença no campeonato do mundo.

Abraço
Henrique

Ferreira disse...

boa ideia. Agora é só apresentar na federação.

Anónimo disse...

Paulo... de longe o melhor modelo que vi proposto até agora!

Excelente... até porque se notam algumas desistências de bons jogadores... de rugby ou de jogadores jovens internacionais que fazem 10/20 minutos numa epoca!

E esse e um grave problema que a fpr tem de resolver!

Abraço

Gui

Anónimo disse...

http://xvteam.blogs.sapo.pt/

Anónimo disse...

As duas últimas da DH não são competitivas ! Talvez este ano, mas para o ano com a subida do Técnico vamos a ver como é. Continuam a esquecer-se que dum ano para o outro, uma equipa esperançosa passa a fracasso (vide a Académica) como uma com esperanças ao título nem à fase final vai (caso do Direito). Mais uns abanões e o Direito descerá como o CDUL desceu ainda não há muitos anos. Ou o Cascais depois de ter tido uma supremacia absoluta no rugby ibérico. E isto para falar nos últimos 10 anos.
Agora, com a saída de tantos atletas para o estrangeiro afuturologia ficará cada vez mais dificil.

Anónimo disse...

Gosto muito da ideia especialmente qd completada c o formato de uma nova taça de portugal, tanto para nao acabar c esta prova, como para nao desmistificar o valor do CN.

Tenho uma questao?! este novo modelo "puxa" mt mais dos jogadores?! achas possivel manter este modelo apenas c jogadores amadores?! acho complicado.....

paulo murinello disse...

Sim, vai puxar muito por alguns dos jogadores. É aí que entra o dinheiro.

Acho que já se entendeu que o caminho é a semi-profissionalização. Há clubes que terão capacidade, outros não... faz parte.

Julgo que o bom deste modelo é que permite proporcionar o jogo a todos os niveis (amador, semi-profissional e profissional)

Anónimo disse...

Aproveito e já que se fala em profissionalismo:

Juan Carlos Martín, the man in charge of club rugby in Spain as the new president of the Asociación de Clubes de Rugby de España (ACR), has announced that Spain and Portugal are close to organising a league for the top clubs in each country for the 2008-09 season.

The new league for top clubs will be professional and managed by the ARC on the model of European Rugby Cup's Challenge Cup with influence from club organisation in England and France as well as Iberian competitions in basketball and handball.

Martin said that Spain had to keep up with professionalism. It was fine to play with friends for fun but nationally there was need for improvement. He said: "When I played for the national team, we lost to France by 25. Right now, we would lose by 100. We've got to grow, and we cannot because there's no TV or media interest and as a result no children playing the game.

"Our aim is to get a strong and attractive professional league, that sponsors could look at. We are then looking at improved economic resources and media coverage that this competition should deserve."

Martín added that it would take at least ten years to get Spain up to the level of the rest of Europe.

10 para Espanha?? e para Portugal???

Abraço Muri do T.A