27 de março de 2005

mente sano en corpore sano... (Desculpem-me se por acaso o meu Latim não está correcto... é falta de estudos e conhecimento... afinal um homem não pode saber tudo!)

Este é o ideal da Grécia Antiga... certo? Agora... É normal a História repetir-se (...tal como aquela canção “bife” que a malta ouve por aí... “… And history repeats again... lá lá lá”)

È aqui que entra o dilema… eu não sei como funcionava à uns séculos atrás(?)... mas isto hoje em dia não é fácil!
Existe tanta informação, tanta oferta, tanta disponibilidade, tanta possibilidade, tanta opção, tanto divertimento, tanta preocupação, tanta noite, tanto dia, tanto homem, tanta mulher, tanta tentação, tanto esquecimento, tantos conhecidos, tantos países, tantas viagens, tanta exploração, tanto inexplorado, tanto desporto... eu sei lá?!... (seguramente ainda faltarão mais umas quantas coisas dos vossos anseios que eu não conheço...)

Ou seja, julgo eu que o ideal da Antiga Grécia está aí na “moda”... o problema é que todos os lados puxam para o excesso (será culpa do marketing?)... como consequência os interesses puxam para: Faz isto! Compra aquilo! E serás o desejo da sociedade!
Quer dizer que o produto (entenda-se tudo o que é vendável, incluído o corpo) não passa da mera e simples concordância dos que orbitam na nossa esfera de amizades, influências e carinho.
A abrangência deste fenómeno é claro a partir do momento que tomemos como realidade que a nossa relação com outros toca mais além do conhecimento que julgamos ter das palavras que dizemos. A ver se consigo dar um bom exemplo! Parece-me que o HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis servem... todos nós sabemos que sexo com uma pessoa é também com mais umas quantas... o que nos leva a tomar o risco é apenas e só o divino prazer de luxuria de sexo trasbordante de tesão... pois é aí que está o perigo!

Este prolongamento da ligação sociedade - produto sucede porque todos nós somos tocados na mesma medida por outros, com os quais partilham da mesma forma distinta como nós a mesma intensidade de afectos com os demais... ufa, esta é tramada!

Mas bom... o que eu queria dizer ao fim e ao cabo é que a busca deste ideal antigo actualizado e modernizado, acerca-se muito da impossibilidade de realização a partir do momento em que o excesso do mais e mais que se requer para ser considerado um entendido da matéria respectiva de determinada disciplina, faz com que a integração e fusão de conhecimentos seja de altíssima dificuldade para a orientação que cada indivíduo elege da vida e como consequência ter a seu cargo a decisão e perseverança nas opções que tomou, toma e tomará, como o rumo mais adequado à sua forma de estar e viver.

Ah Ah ... digam lá se este não é um bom post para mostrar aos vossos pais ... ;-)

Agora a sério... espero que isto também vos sirva para aclarar ideias quanto ao que querem da vida.
Se acharem prepotência minha!... Força! Comentem... afinal não passam de umas linhas que os vossos dedos podem trautear por um teclado que conhecem melhor que eu.
Abraço e Boa Noite ou Dia... já ando como os “artistas”, perco-me nos tempos das 24 horas do nosso dia a dia

1 comentário:

Rui Pinto disse...

Verdadeiro momento de inspiração verbal! eh eh
És bem capaz de tar certo, ou plo menos um bocadinho... ;)